O número de empregados com carteira assinada no Brasil caiu no primeiro trimestre e atingiu o menor nível em seis anos, desde o início da série histórica, em 2012, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia) nesta sexta-feira.

Nos três primeiros meses do ano, o país tinha 32,913 milhões de pessoas com carteira assinada. Significa que foram fechados 408 mil postos de trabalho com carteira entre o quarto trimestre e o início deste ano. No período de um ano, a perda foi maior, de 493 mil vagas formais.

Os números do IBGE não consideram trabalhadores domésticos. Eles fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril, março, abril, maio etc.).

Desde que a pesquisa começou a ser feita, o auge do emprego com carteira assinada foi registrado em junho de 2014 (36,88 milhões de vagas). De lá pra cá, o país perdeu quase 4 milhões de vagas com carteira assinada.

305 mil vagas fechadas desde a reforma

Um dos principais argumentos do governo do presidente Michel Temer para aprovar a reforma trabalhista era que as mudanças na legislação aumentariam o emprego, sobretudo os com carteira assinada.

O então ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, chegou a dizer que a reforma poderia tirar 45 milhões de pessoas da informalidade.

A nova legislação entrou em vigor em novembro. De lá pra cá, foram fechadas 305 mil vagas com carteira assinada.

Desemprego é de 13,1%

O desemprego no país foi de 13,1%, em média, no primeiro trimestre, a maior taxa desde maio do ano passado, de acordo com o IBGE. O número de desempregados no período foi de 13,7 milhões de pessoas.

fonte:uol (partes do texto)

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