A Direção da Caixa anunciou nesta semana que retomará os processos seletivos internos (PSI) para
a promoção de empregados neste próximo período. O problema é que os PSI colocam sobre os
Bancários uma pressão extra para que metas sejam batidas, ainda que durante a pandemia de
Coronavírus, quando os resultados não podem ser comparados com tempos de normalidade
econômica e de saúde pública.

A decisão vai de encontro com a promessa que o Banco havia feito de não aumentar a cobrança de
metas durante a pandemia, o que tem sido relatado sistematicamente por empregados da Caixa.
Com a retomada dos processos seletivos, aumenta ainda mais a pressão, porque o trabalhador será
responsabilizado por não ter sucesso no PSI caso não bata as metas.

“É uma forma de amarrar a pressão que já havia começado sobre Gerentes e Funcionários, o que vai
contra o que a Caixa acordou com os Sindicatos e as Entidades”, critica o Dirigente Sindical e
empregado Caixa, André Sardão, dizendo que o Movimento Sindical exige a suspensão dos PSI, das
transferências e das metas durante o período de quarentena.

Ele ressalta que beira o absurdo retomar os processos seletivos neste momento em que diversos
trabalhadores que estão afastados do trabalho presencial por fazerem parte de grupo de risco e que,
por isso, serão prejudicados nas chances de sucesso.

MAIS DIFICULDADE: Como se isso já não fosse o bastante, a Caixa ainda adicionou pontuações que
não estão nem no normativo do Banco, de modo que as pessoas precisam ter, por exemplo, pósgraduação para atingir uma boa pontuação. A pós vale 35% da nota e faz parte do sistema de
pontuação chamado SCORE. “São exigências a mais, além do que está normatizado. Quem não tem
pós, terá de redobrar os esforços para bater metas para ter chances”.

“Somos contrários a qualquer movimento no sentido de enfraquecer o distanciamento social, tanto
que no passado as metas foram suspensas por pressão das Entidades Sindicais. A estrutura agora
tem que estar a serviço do combate ao Coronavirus, com nossas atividades essenciais. A pandemia
não acabou, as UTIs estão lotadas em muitas cidades e a Caixa vai tomando medidas como se
estivéssemos em período de normalidade”, diz o Dirigente.

FONTE: SEEB SP

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