Pressão do Movimento Sindical Bancário e Mobilização dos Bancários fez Direção do BB voltar atrás na redução do valor da PLR e na mudança dos ciclos avaliatórios para descomissionamento na GDP; Comando Nacional dos Bancários indica aprovação da proposta.

Com a participação de representantes das Federações filiadas, ocasião em que SC esteve representada pelo companheiro Luiz Francisco Cardoso,  a Comissão de Negociação da CONTEC, realizou – via remota/virtual, a partir das 14 horas desta sexta-feira (28), a oitava reunião desta campanha salarial, com a Comissão de Negociação do Banco do Brasil, para concluir os debates das reivindicações dos Funcionários, que pedem a manutenção do ACT vigente e acréscimo  de benefícios, buscando melhor qualidade de vida dos funcionários e condições de bem atender à sociedade.

Após pressão do Movimento Sindical e intensa mobilização dos trabalhadores nas redes sociais e exaustivo processo de negociação, a Direção do Banco do Brasil recuou nos pontos em que pretendia retirar direitos dos Bancários da empresa pública clausulados no Acordo Coletivo de Trabalho.

Nesta sexta-feira 28, após mais de 10 horas de negociação, a empresa voltou atrás nas propostas que consistiam na redução da PLR e na diminuição dos ciclos avaliatórios da GDP para descomissionamento.

A PLR do Banco do Brasil é composta pelo Módulo Fenaban – uma parcela fixa – e o módulo Banco do Brasil, constituído pela distribuição de 4% do lucro líquido do Banco de forma linear (igualitária) para todos os trabalhadores.

A proposta apresentada pela Direção do Banco nas negociações dos dias 24, 27 e 28 reduziria essa distribuição do lucro líquido de 4% para 2%. A redução da PLR para os salários de ingresso chegaria a 42%, por exemplo.

GDP: Outra proposta apresentada pela Direção do Banco do Brasil que representaria retirada de direitos consistia em acabar com os três ciclos avaliatórios da Gestão de Desempenho Profissional (GDP). O Banco estava propondo apenas um ciclo avaliatório negativo para o descomissionamento.

Durante as negociações com pressão do Movimento Sindical Bancário e diante da mobilização dos trabalhadores, o Banco voltou atrás e manteve os 3 ciclos avaliatórios. Desde o começo das negociações o Movimento Sindical Bancário deixou claro que não iria aceitar nenhuma retirada de direitos.

RESUMO DAS NEGOCIAÇÕES DA CAMPANHA NACIONAL DOS BANCÁRIOS 2020:

PLR: Proposta inicial: Redução da distribuição do lucro líquido (parcela linear) para 2%. APÓS NEGOCIAÇÃO: Mantida PLR como está no acordo atual (4% lucro líquido mais 45% salário, mais módulo variável determinado pelo Banco do Brasil por semestre)

GDP: Proposta inicial: 1 ciclo avaliatório para descomissionamento. APÓS NEGOCIAÇÃO: Mantidas as três avaliações negativas para descomissionamento por desempenho (3 GDPs).

INTERVALO INTRAJORNADA: Proposta inicial: 15 a 30 minutos com registro para todos os Funcionários de seis horas. APÓS NEGOCIAÇÃO: Pessoal com jornada de 6 horas poderá fazer intervalo de 15 minutos (dentro da jornada, no ponto eletrônico) a uma hora de intervalo (com registro no ponto eletrônico). Funcionário deve assinar termo para autorizar a extensão da hora de almoço (como já ocorre com os Funcionários com oito horas de jornada).

FALTAS ABONADAS: Proposta inicial: 2020 e 2021 – Cinco faltas não conversíveis e não acumuláveis. APÓS NEGOCIAÇÃO: Regra de transição, com conversão em pecúnia do saldo de abonos adquiridos até 01/09/2020. Os adquiridos a partir de 1/09/2021 terão que ser usufruídos até 08/2022, inclusive nas férias, mas sem conversão em pecúnia ou acumulação. Os abonos já adquiridos e acumulados permanecem com as regras anteriores.

FOLGA JUSTIÇA ELEITORAL: Mantido período de 180 dias para gozar a folga

PRAZO PARA REALIZAÇÃO DE PERÍCIA PSICOLÓGICA: Proposta inicial: 12 meses. APÓS NEGOCIAÇÃO: Manutenção de 18 meses.

HORÁRIO DE REPOUSO: Proposta inicial: Apenas para atividades repetitivas. APÓS NEGOCIAÇÃO: Manutenção de atendentes de Sala de Autoatendimento.

PONTO ELETRÔNICO: Que passará a ser adotado também para os Funcionários lotados na BBDTVM, BBSeguridade, BBConsórcios e FBB;

OUTROS PONTOS NEGOCIADOS: Mesa sobre Bancos Incorporados a ser conduzida a iniciada a partir de outubro, com apresentação de pautas em setembro/2020; Mesa permanente sobre Teletrabalho e Escritórios Digitais e Mesa permanente sobre Saúde e Segurança.

COM RELAÇÃO ÀS CLÁUSULAS DE CUNHO ECONÔMICO: O Banco, se comprometeu a seguir o que foi acertado com a FENABAN, ou seja; Reajuste de 1,5% para salários, com abono de R$ 2 mil.

Para as demais verbas, como vales alimentação/refeição e auxílio-creche/babá, será garantida a reposição da inflação (estimada em 2,74% no período). O reajuste de 1,5% nos salários + abono de R$ 2.000,00, para todos os Funcionários, este ano garante em 12 meses, valores acima do que seria obtido apenas com a aplicação do INPC, para salários de até R$ 11.202,80, isso já considerando o pagamento de 13°, férias e FGTS.

Para 2021, estará garantida a reposição integral do INPC, acumulado na data base, mais aumento real de 0,5%, para salários e demais verbas como VA e VR, assim como para os valores fixos e tetos da PLR. A proposta prevê ainda, a manutenção de todas as cláusulas da ACT por Dois (02) anos, o que dá segurança para a Categoria, neste contexto de retirada de direitos dos trabalhadores.

Considerando que estamos passando por um período de pandemia, em que cerca 50% dos Funcionários estão trabalhando em casa, bem como as dificuldades de mobilização, foi o resultado a que chegamos para ser submetido às Assembleias Virtuais, que ocorrerão na próxima segunda-feira (31/08/20).

Fonte SEEB JGS, 29/08/2020

 

 

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