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INFORME BANCÁRIO - 033 / 2026 - Trabalhadores voltam à mesa de negociação com os bancos nesta quinta-feira (30) para discutir cláusulas econômicas

Publicado em 30 julho 2026

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Nesta rodada da Campanha Nacional Unificada a categoria reivindica salários, PLR e vales alimentação e refeição maiores

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu nesta quarta-feira (29), na capital paulista, para a reunião de preparação para a mesa de negociação que irão realizar, amanhã (30), com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Nesta rodada da Campanha Nacional Unificada por aumento real e melhores condições de trabalho, a categoria reivindicará ajustes acima da inflação para os salários, na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), nos tíquetes alimentação e refeição, além de outras verbas remuneratórias.

Apesar da alto índice de fechamento de agências e enxugamento de vagas de trabalho, o setor bancário segue como o mais lucrativos e com o maior acumulo de patrimônio líquido no país. "Em 2025, os cinco maiores bancos tiveram lucro de  R$ 124 bilhões. Só no 1° trimestre desde ano, os lucros atingiram R$ 29,8 bilhões", destacou o economista e técnico do Dieese, Gustavo Cavarzan.

"Em relação ao patrimônio líquido, em 2025, o setor banário registrou o montante de R$ 1,2 trilhão, valor 25 vezes maior do que do que a soma dos dois setores mais rentáveis do país, após os bancos, que são eletroeletrônica e mecânica que, juntos, apresentaram patrimônio líquido de R$ 48 bilhões", completou. 

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Receita de tarifas x despesas de pessoal

 Desde 2016 as despesas de pessoal (salário, PLR, VA/VR e outros itens de remuneração) caíram 7%. Separando a PLR dessa conta, a queda foi ainda maior: 11%.


"Essa análise piora, de 2019 a 2025, com queda de 15% nas despesas de pessoal. Tirando a PLR dessa conta, a redução foi de 17%", registra Juvandia Moreira.

Paralelamente ao processo de redução das despesas com pessoal, o setor registrou aumento da cobertura dessas despesas pelas receitas de tarifas e prestação de serviços cobradas dos clientes. Em 2025, a cobertura nos cinco maiores bancos foi de 123%, o que significa que, com o que cobraram dos clientes, os bancos cobriram toda a despesa de pessoal, inclusive PLR, com sobra equivalente a 23% desse montante.

"É preciso lembrar que essas não são as principais receitas dos bancos, tão pouco as maiores. As principais receitas, na realidade, advêm da intermediação financeira, a exemplo das operações de crédito, receitas com títulos e valores mobiliários. Portanto, o banco cobre o custo dos seus funcionários apenas com uma das menores receitas que eles têm", explica a economista e técnica do Dieese, Vivian Machado.

Supersalários dos diretores

Enquanto argumentam dificuldades na mesa de negociação para arcar com o custo dos funcionários, para os altos executivos o discurso é diferente. Em 2025, o Santander pagou, em média, R$ 8,3 milhões a cada membro da diretoria estatutária. Bradesco e Itaú pagaram R$ 7,8 milhões e R$ 17,9 milhões, respectivamente, aos seus altos executivos.

Juntos, esses valores representam mais de 120 vezes a remuneração média de um bancário na função de escriturária (incluindo salário, 13º, férias, tíquetes e PLR).

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